Uma educação holística, para outro mundo possível.

Não se pode ficar neutro diante do futuro. Assim pensava Paulo Freire, o educador brasileiro mais importante do século XX.

Maio 2014 | Martha Cabrera (Managua, Nicaragua) | Missão Educativa

Com este pensamento, Freire nos ensina que não há muita distância entre o pensar e o atuar. Quando o ato de pensar se desenvolve com uma mescla de consciência, emoção e compromisso, o pensar é atuar. Um dos aspectos curiosos sobre Paulo Freire – além de sua atitude ética permanente – é sua curiosidade epistemológica e sua ousadia intelectual permanente, ingredientes escassos no momento atual da história da humanidade. O século XX sentirá muita falta de Paulo Freire. A neutralidade não existe. O intento de ser neutro nos leva apenas a confirmar, aceitar e permitir a dominação do status quo. E tudo isso de forma passiva – o que é pior – porque não nos permite participar da construção do futuro que nos interessa. E para aumentar o controle sobre o que nos interessa, não há outra forma de poder fazê-lo a não ser começando pela compreensão daquilo que nos interessa.

Durante os últimos sete anos, a vida me brindou com a bela oportunidade de trabalhar como facilitadora de processos de formação de lideranças, de norte a sul de Nicarágua, com microempresários/as, líderes comunitários/as, mestres/as, promotores/as de desenvolvimento, jovens etc. Através deste trabalho pude conhecer os sonhos, as perdas, as dores, as alegrias, as enfermidades, as frustrações, os obstáculos e os esforços que estas pessoas realizam para melhorarem suas vidas, as de suas famílias e as de suas comunidades.

Este trabalho me enriqueceu pessoalmente e profissionalmente. As reflexões que vou partilhar a seguir estão inspiradas nesta experiência e numa série de autores como: Willigs Jager, Tomas Berry, Cristiane Northrup, Paulo Freire que nos acompanharam e iluminaram com suas idéias, mas sobretudo em José de Souza.

Ler o artigo completo aqui (PDF)

Martha Cabrera: Psicóloga. Diretora do Centro Ecumênico Antonio Valdivieso de Manágua (Nicarágua).

 


 

ACRESCENTAR COMENTÁRIO

0 Comentarios